Em algum momento, toda equipe passa por isso: surge uma demanda super urgente, crítica, que precisa ser resolvida para ontem. O problema? Todos do time já estão com cronogramas cheios, atividades em andamento e compromissos assumidos. A sensação é de apagar incêndio atrás de incêndio.
E aí vem a pergunta inevitável: o que fazer?
No calor do momento, a resposta costuma ser uma só: parar tudo, improvisar, correr, entregar. E está tudo bem. O urgente precisa ser atendido. O cliente, o negócio e o time dependem disso.
Mas a reflexão começa depois que a poeira baixa.
Por que essa demanda virou urgente?
Ela poderia ter sido prevista?
O time tinha visibilidade suficiente?
Sair da caixa, nesses momentos, não é ignorar o problema — é usar o problema como aprendizado.
Planejamento não elimina imprevistos, mas reduz drasticamente o caos. Alinhar prazos, organizar sprints, revisar prioridades e estruturar o dia a dia cria espaço para que o urgente não paralise tudo. Quando existe clareza de fluxo, o improviso deixa de ser regra e passa a ser exceção.
Outro ponto essencial é documentar. Registrar decisões, processos, falhas e soluções não é burocracia — é inteligência coletiva. Documentar permite revisar, melhorar, padronizar e evitar que o mesmo problema volte a acontecer do zero.
E por que não ir além?
Rever processos, otimizar atividades, modernizar ferramentas. Às vezes, o gargalo não está nas pessoas, mas no modelo. E lá na ponta, sim, a solução pode passar por automação, integração ou até por inteligência artificial — não como moda, mas como meio para ganhar tempo, previsibilidade e qualidade.
Momentos difíceis são desconfortáveis, mas também são convites à evolução.
Executar o urgente é necessário.
Planejar para que ele não se repita é maturidade.
Sair da caixa é exatamente isso: não aceitar o caos como normal, aprender com ele e transformar pressão em melhoria contínua.







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